sábado, 20 de junho de 2009
Obrigado Muricy!
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Lalá: um vencedor.
Nesse processo comecei a correr, algo que passou a fazer parte de minha vida.
Com treinos específicos você pode melhorar sua performance e ser mais rápido, mas eu que definitivamente não tenho o biotipo clássico de corredor (aliás bem ao contrário), vou mais na base da força de vontade, na dedicação, na linha do devagar e sempre.
“Fazer tempo”, como se diz no mundo dos corredores, depois de algumas contusões (todas elas frutos da busca de melhores resultados) é algo que está definitivamente fora de minhas pretensões. Já me convenci que correr para mim tem que ser algo confortável. O importante é chegar bem, conciliando o prazer de concluir a corrida com o bem-estar que essa atividade pode te proporcionar, sem stress. “Run for fun”.
Dos prazeres que correr já me deu, batizar novos corredores é o maior deles. Testemunhar o início de uma trajetória, presenciar a superação de um limite, a chegada de um novo corredor para nossa “turma”, não tem preço. Aliás, essa turma não para de crescer e as provas de rua são a maior prova disso.
Por meu intermédio grandes amigos chegaram a esse universo.
De todas as provas e momentos que compartilhei com esses amigos, de todos os batismos, um em especial guardo com profundo carinho.
Era um fim de ano e eu havia conversado com meu amigo Laércio, o Lalá, sobre estar correndo e como isso era bom. Entusiasmado ele fez sua primeira inscrição. Era uma Corpore de Natal, corrida comemorativa de 5,5km, sem marcação de tempo, dentro do Parque do Ibirapuera.
Começamos bem, curtindo a prova e seu clima festivo. Lá pelo KM 3 meu amigo começou a apresentar os primeiros sinais de cansaço. Ajustamos as passadas, buscamos um ritmo ainda mais confortável e fomos superando metro por metro a distância que ainda faltava.
Reta final. Apenas quinhentos metros nos separavam da linha de chegada, mas o cansaço parecia ser uma barreira instransponível. Era hora de correr com o coração, deixar a emoção de superar aquele limite, fazer daquele momento o marco inicial de uma trajetória que ainda traria muitas conquistas.
Correndo ao seu lado com palavras de apoio, tirei do “Lalá” suas últimas forças para cruzarmos a primeira de muitas linhas de chegada que estariam por vir.
Não consigo esquecer a alegria de meu amigo por conseguir completar sua primeira corrida. Era a primeira conquista de muitas que viriam.
Hoje, 1.6.2009, pela manhã recebo a seguinte mensagem do Lalá:
“O tempo passou rápido desde as primeiras passadas nas corridas e com a sua ajuda completei minha primeira prova. Estava contaminado pelo bichinho da corrida e ontem, 31/05/2009 completei minha primeira maratona.”
Eu que um dia te apoiei em sua primeira corrida, tenho agora em você exemplo e fonte de inspiração para um dia também fazer minha primeira Maratona.
Parabéns Lalá por sua conquista. Estou muito orgulhoso de você.
domingo, 24 de maio de 2009
Juma Marruá: uma força da natureza.
Essa é primeira imagem que vem na mente para buscar minhas mais remotas lembranças de quando conheci a Cris.
Num visual despojado, barra da calça desfiada, ela cruzava a empresa deixando um rastro de luz, com seus insuportáveis e embriagadores olhos azuis.
Eu que pela vida ganhei irmãos, presentes de Deus, ganhava minha irmãzinha do coração.
Não foi só a mim que ela conquistou e meu amigo Luiz Marcos sabe bem disso.
Ao surgir uma vaga no departamento em que eu trabalhava, seu nome surgiu naturalmente. Tendo começado na empresa como recepcionista e logo sendo transferida para a área de retaguarda era hora de ir para a linha de frente, de ir para a mesa de operações, hora de enfrentar os leões.
Você sabe o que pode ser mais feroz que um leão? Uma leoa.
Foi nessa linha de raciocínio que adaptando sua personalidade a fauna brasileira que adotei para a Cris o apelido de Juma, a Juma Marruá, mulher que virava onça na antiga novela Pantanal.
De uma agilidade quase patológica, Cris subverte o tempo, seus segundos são minutos, seus minutos são horas, e acredite um dia dela em produção vale pela semana de muita gente.
O momento mundial repercute na vida de cada um de nós de uma determinada forma. Seja como for, ninguém está imune. Hora de reagrupar exércitos, rever prioridades, momento de ajustar o rumo, repensar valores.
Contrariando o senso comum, indo contra a multidão, num mundo movido por ganância, Cris corajosamente opta pelo caminho contrário. Menos é mais. Menos trânsito, mais qualidade de vida, menos trabalho, mais prazer, menos neurose, mais alegria.
De mudança marcada para o interior, a cidade de São Paulo perde uma grande cidadã. Daquelas que respeita o próximo e que cobra por seus direitos. Tivéssemos mais dessas e teríamos uma cidade bem melhor.
De personalidade forte, por vezes explosiva, Cris surpreende por aliar esse seu jeito intenso com um senso de equilíbrio e justiça ímpares. Sei disso como poucos (mas isso é segredo nosso...).
Não conheço ninguém tão capaz de converter rapidamente um objetivo em algo concreto. Foi assim na sua graduação, na sua pós-graduação, no seu estágio no Canadá e agora nessa nova etapa de sua vida.
Foco, sem dúvida é uma das palavras que descrevem bem essa força da natureza que numa dessas estações da minha vida embarcou para comigo ir até a estação final.
Testemunhar seu crescimento profissional, mas especialmente pessoal, foi um grande privilégio. Da menina que curtia uma praia (ela ainda curte é claro) a mulher que se encantou por Paris. De aprendiz à instrutora. Um cometa que ainda tem um universo para cruzar...
Amiga fiel seja feliz, conte sempre comigo e coloca carvão na churrasqueira que logo estarei por aí.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Batman e Robin deixam a Liga da Justiça

Batman é o mais humano dos superheróis, uma espécie de herói possível.
A dupla dinâmica passa a mensagem que combater o mal é algo que está ao nosso alcance, algo possível, uma vocação, uma opção.
O quadro político brasileiro nunca foi um mosaico dos mais belos de se admirar, ao contrário sempre se caracterizou por ser fétido e putrefato. Mesmo que na condição de raríssimas exceções alguns nomes eram um senso comum como referência positiva. Eram. Agora não mais.
Confesso que não me causou surpresa alguma essa farra das passagens aéreas. Aliás, a farra não deve se restringir apenas ao uso indevido das passagens, mas também aos preços de aquisição não devem ser os mais justos possíveis. Se para bom entendedor pingo é letra...
Mais do que revelar mais uma das tantas bandalheiras que assolam o país, o escândalo das passagens aéreas teve um outro efeito devastador: destruir a esperança de que pode sim haver políticos com princípios inatacáveis e imunes as tentações do poder.
Difícil de acreditar, mas nem mesmo Fernando Gabeira e Eduardo Suplicy ficaram fora da farra. Enquanto o Deputado carioca emitiu passagens para sua filha viajar para pegar “umax ondax no Havaí”, o Senador apaixonado recebia em Brasília as visitas de sua namorada que viajava com passagens aéreas pagas por mim e por você.
Agora diante do óbvio, uníssonos Batman e Robin prometem devolver o valor das passagens ao erário público. Ah...tá! Seria mais ou menos como um bandido descobrir que roubar um banco é crime e para limpar sua barra querer devolver a grana. É mole?
Pingüim, Coringa, Charada e o Duas Caras, devem estar morrendo de rir...
terça-feira, 14 de abril de 2009
Sony Ericsson Open: cada vez melhor.
sexta-feira, 27 de março de 2009
Ponto de compra.
Lembro como se tivesse acontecido minutos atrás, quando vi aquele cara baixinho, marrento uma espécie de Romário versão branca e paulista sendo apresentado como o mais novo operador de pregão da corretora. Ele devia ser folgado pra caramba, pensei. Não estava errado não, mas ele viria a ser muito mais que isso em minha vida.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Mark by Ben.
Não precisa me conhecer muito para saber o quanto a relação pai e filho está presente em minha vida, seja como filho ou como pai (lembra do vermelho e do azul?).
Você pode teorizar o quanto quiser, mas para entender relação, sua profundidade e intensidade, só tendo um filho mesmo, só vivenciando. Quer destruir um monte de teorias sobre como educar alguém? Tenha um filho. Treino é treino, jogo é jogo.
Se essa é uma das relações com maior potencial de ser dolorosa, afinal ver um filho crescer dói, a contrapartida é que essa é a mais intensa forma de amor.
“Que seja eterno enquanto dure” dizia Vinícius sobre o amor homem-mulher, no caso de um filho o eterno é pela eternidade.
Fuçando na net me deparei com esse vídeo que demonstra mais que qualquer texto pretensioso e ingênuo o quão mágica pode ser essa relação.
Digite no Youtube "Mark by Ben” e veja o vídeo feito por Mark, 14, para ajudar seu pai.

