domingo, 24 de maio de 2009

Juma Marruá: uma força da natureza.

Sorridente, divertida, uma “muleca”.

Essa é primeira imagem que vem na mente para buscar minhas mais remotas lembranças de quando conheci a Cris.

Num visual despojado, barra da calça desfiada, ela cruzava a empresa deixando um rastro de luz, com seus insuportáveis e embriagadores olhos azuis.

Eu que pela vida ganhei irmãos, presentes de Deus, ganhava minha irmãzinha do coração.

Não foi só a mim que ela conquistou e meu amigo Luiz Marcos sabe bem disso.

Ao surgir uma vaga no departamento em que eu trabalhava, seu nome surgiu naturalmente. Tendo começado na empresa como recepcionista e logo sendo transferida para a área de retaguarda era hora de ir para a linha de frente, de ir para a mesa de operações, hora de enfrentar os leões.

Você sabe o que pode ser mais feroz que um leão? Uma leoa.

Foi nessa linha de raciocínio que adaptando sua personalidade a fauna brasileira que adotei para a Cris o apelido de Juma, a Juma Marruá, mulher que virava onça na antiga novela Pantanal.

De uma agilidade quase patológica, Cris subverte o tempo, seus segundos são minutos, seus minutos são horas, e acredite um dia dela em produção vale pela semana de muita gente.

O momento mundial repercute na vida de cada um de nós de uma determinada forma. Seja como for, ninguém está imune. Hora de reagrupar exércitos, rever prioridades, momento de ajustar o rumo, repensar valores.

Contrariando o senso comum, indo contra a multidão, num mundo movido por ganância, Cris corajosamente opta pelo caminho contrário. Menos é mais. Menos trânsito, mais qualidade de vida, menos trabalho, mais prazer, menos neurose, mais alegria.

De mudança marcada para o interior, a cidade de São Paulo perde uma grande cidadã. Daquelas que respeita o próximo e que cobra por seus direitos. Tivéssemos mais dessas e teríamos uma cidade bem melhor.

De personalidade forte, por vezes explosiva, Cris surpreende por aliar esse seu jeito intenso com um senso de equilíbrio e justiça ímpares. Sei disso como poucos (mas isso é segredo nosso...).

Não conheço ninguém tão capaz de converter rapidamente um objetivo em algo concreto. Foi assim na sua graduação, na sua pós-graduação, no seu estágio no Canadá e agora nessa nova etapa de sua vida.

Foco, sem dúvida é uma das palavras que descrevem bem essa força da natureza que numa dessas estações da minha vida embarcou para comigo ir até a estação final.

Testemunhar seu crescimento profissional, mas especialmente pessoal, foi um grande privilégio. Da menina que curtia uma praia (ela ainda curte é claro) a mulher que se encantou por Paris. De aprendiz à instrutora. Um cometa que ainda tem um universo para cruzar...

Amiga fiel seja feliz, conte sempre comigo e coloca carvão na churrasqueira que logo estarei por aí.

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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Batman e Robin deixam a Liga da Justiça


Quando eu era criança o Homem Morcego e seu pupilo não eram meus heróis favoritos, afinal de contas eles não tinham superpoderes. Os anos se passaram e comecei a ter uma simpatia maior por esses heróis.

Batman é o mais humano dos superheróis, uma espécie de herói possível.

Diferente do Superman que voa tem visão de raio x entre outros predicados, ou do Homem Aranha que captura malfeitores em suas teias e cruza a cidade pendurado por entre os prédios, Bruce Wayne e Dick Grayson combatem os vilões usando sua astúcia, apetrechos tecnológicos além de uma boa dose de preparo físico e coragem.

A dupla dinâmica passa a mensagem que combater o mal é algo que está ao nosso alcance, algo possível, uma vocação, uma opção.

O quadro político brasileiro nunca foi um mosaico dos mais belos de se admirar, ao contrário sempre se caracterizou por ser fétido e putrefato. Mesmo que na condição de raríssimas exceções alguns nomes eram um senso comum como referência positiva. Eram. Agora não mais.

Confesso que não me causou surpresa alguma essa farra das passagens aéreas. Aliás, a farra não deve se restringir apenas ao uso indevido das passagens, mas também aos preços de aquisição não devem ser os mais justos possíveis. Se para bom entendedor pingo é letra...

Mais do que revelar mais uma das tantas bandalheiras que assolam o país, o escândalo das passagens aéreas teve um outro efeito devastador: destruir a esperança de que pode sim haver políticos com princípios inatacáveis e imunes as tentações do poder.

Difícil de acreditar, mas nem mesmo Fernando Gabeira e Eduardo Suplicy ficaram fora da farra. Enquanto o Deputado carioca emitiu passagens para sua filha viajar para pegar “umax ondax no Havaí”, o Senador apaixonado recebia em Brasília as visitas de sua namorada que viajava com passagens aéreas pagas por mim e por você.

Agora diante do óbvio, uníssonos Batman e Robin prometem devolver o valor das passagens ao erário público. Ah...tá! Seria mais ou menos como um bandido descobrir que roubar um banco é crime e para limpar sua barra querer devolver a grana. É mole?

Pingüim, Coringa, Charada e o Duas Caras, devem estar morrendo de rir...